Guerra Cognitiva | Modulação de afetos

Guerra Cognitiva | Modulação de afetos

Pesquisa e Estudos na UFSC

Responsável: Profa. Dra. Grazielly Baggenstoss (UFSC)

A noção de guerra cognitiva foi formulada no campo da defesa para designar o uso deliberado de conhecimentos sobre o funcionamento da mente com fins estratégicos. Seu alvo não é apenas o conteúdo da informação, mas os processos pelos quais pessoas e populações percebem, julgam e decidem. Na literatura de referência, o fenômeno é descrito como exploração de vulnerabilidades cognitivas, como heurísticas e vieses. As respostas propostas são de proteção: letramento midiático, inoculação psicológica, resiliência cognitiva.

A pesquisa propõe uma leitura complementar a partir da psicologia social. A eficácia dessas operações depende menos da persuasão argumentativa do que da modulação dos afetos. Medo, indignação, desconfiança e pertencimento são mobilizados, amplificados e redistribuídos por ambientes digitais que recompensam o engajamento. Nessa perspectiva, as plataformas não apenas transmitem conteúdos: organizam continuamente as condições em que certos afetos e certas condutas se tornam prováveis. A pesquisa examina como esses afetos são produzidos e mobilizados, e de que modo a própria noção de guerra cognitiva constitui a mente como território de disputa estratégica.

Palavras-chave: guerra cognitiva; modulação de afetos; plataformas digitais; psicologia social; vieses cognitivos.

Estudos articulados com Laboratório de Simulações e Cenários da Escola de Guerra Naval (LSC-EGN / Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos), na linha de pesquisa “Guerra Cognitiva”

O estudo se articula com a linha “Guerra Cognitiva” do Laboratório de Simulações e Cenários da Escola de Guerra Naval (LSC-EGN / PPG em Estudos Marítimos), na qual a pesquisadora atua como voluntária, aproximando os estudos estratégicos e de defesa da psicologia social na análise da modulação de afetos em operações de influência.

No LSC-ENG, parte-se da compreensão de Cenários Proespectivos, campo teórico em que se pensa o futuro e suas decisões a partir de um método científico.

Nesse sentido, organizou-se o Curso Autoinstrucional Introdução a Cenários Prospectivos é um curso autoinstrucional para quem precisa decidir em ambientes incertos: gestores públicos, pesquisadores, estudantes e profissionais que trabalham com planejamento e estratégia.

O Curso está disponível nas páginas do Menu e também no link abaixo, de forma interativa: cenariosprospectivos.netlify.app

O curso está dividido em 7 estações, que devem ser feitas em ordem e no seu ritmo (cerca de 2 horas no total, sem pré-requisitos). Você vai entender por que as previsões falham e o que a prospectiva propõe no lugar delas. Também vai aprender o que é um cenário e de que elementos ele é feito, a reconhecer as “sementes de futuro” (tendências, incertezas críticas, curingas e cisnes negros) e a seguir as oito etapas de construção de cenários. Por fim, verá como os cenários orientam estratégias, planos de contingência e monitoramento. Um caso real, o dos cenários para o Bug do Milênio, acompanha todo o percurso.

Cada estação traz leitura curta, um momento de reflexão e uma atividade com gabarito comentado. No Laboratório, você aplica o que aprendeu e constrói o seu primeiro minicenário a partir de uma pergunta sobre o futuro que importa para você.

O curso organizado por Profa. Dra. Grazielly Baggenstoss (UFSC), pesquisadora voluntária do Laboratório de Simulações e Cenários da Escola de Guerra Naval (LSC-EGN / Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos), na linha de pesquisa “Guerra Cognitiva”.